quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As Elites Portuguesas Nem Sabem Governar, Nem Querem Que Outros Nos Governem!

As elites portuguesas, nem sabem governar, nem querem deixar que outros nos governem. O espectáculo, degradante, que nas últimas semanas tem sido dado pelo actual e ex Presidentes da República, por governantes e ex governantes, por dirigentes políticos, sindicais, patronais e por dirigentes e altos responsáveis de Órgãos do Estado, só demonstra falta de ética republicana e de responsabilidade perante os cidadãos acossados pela austeridade, e prova a incompetência de quem nos governa e dos que já nos governaram. Há excepções, certamente, mas é evidente que falta em Portugal, Homens com coragem, capacidade e sentido de Estado. Faltam Elites que pensem e governem o Estado, numa perspectiva  de futuro e ao serviço do Povo.

Estamos habituados, que o PCP e a sua "tropa", comecem por criticar algumas medidas políticas, que contrariam a sua ideologia e afectam os seus interesses, e acabem por condenar e lutar contra a manutenção de todos os governos, desde 1975. O BE, ainda que pretenda ter uma orientação política e ideológica diferente do PCP, acaba por convergir na estratégia de "terra queimada", como foi o caso do chumbo do PEC IV, e que contribuiu,  decisivamente, para o pântano em que estamos metidos. Em suma, são dois partidos que não nos oferecem alternativa, para superar a actual situação.

São muitas e cada vez mais, as pessoas que não acreditam nos dirigentes políticos, tem dúvidas na capacidade e da representatividade dos partidos, começam a por em causa a democracia representativa, e já nem o sistema democrático constitucional é respeitado. Contudo, se tivermos em consideração o  pântano em que caímos, particularmente nos dois últimos anos, e o comportamento dos partidos do arco da governação, PS, PSD e PP, torna-se compreensível a condenação dos políticos e a realização de protestos e manifestações, à margem e contra os partidos e os sindicatos. Esta contestação atingiu tal nível, que vários representantes dos interesses instalados, tem vindo a público  alertar que o poder pode cair na rua, ou que a rua não pode resolver os problemas, como intimida a Igreja, através do Cardeal  Policarpo.

Entretanto, o "Quartel General" dos interesses instalados - Maçonarias, Opus Dei, Organizações secretas, discretas e afins - principais responsáveis pela situação que nos encontramos, tudo tem feito, para que seja apenas o mundo do trabalho a pagar a crise. Opuseram-se às reformas no primeiro governo de Sócrates. Dificultaram a implementação dos PECs. Ocultaram e depois deturparam o Memorando, enquanto fizeram o maior ataque que há memória, ao Direito do Trabalho. Mas foi, especialmente, após o Tribunal Constitucional, declarar não conforme à Constituição, o corte de dois salários da função pública, que foi desencadeado o processo de instabilidade governativa, em que nos encontramos actualmente.

Não votei nos partidos da actual maioria, nem sou apoiante deste Governo. Todavia, é para mim indiscutível, que o OGE  deve ser aprovado, e que o PSD e o PP devem continuar a governar, até que haja novas eleições. Nada justifica a demissão do Governo,  como também não se justificava o chumbo do PEC IV e a consequente queda do Governo de Sócrates. Este, como o anterior, ou outro governo que venha imediatamente a seguir a eleições, só pode ter um programa: Cumprir e aplicar o Memorando! Não deve ser aceite qualquer tipo de governo de iniciativa presidencial. Se os actuais partidos, não querem executar as directivas da Troika, ou não se querem  "queimar" com as medidas impopulares, que haja eleições, com os actuais partidos e outros, que eventualmente se constituam, e que o povo decida.,

As pessoas minimamente informadas, sabem que todos estamos a pagar a factura da crise. Contudo, a esmagadora maioria dos trabalhadores, cujos salários são escandalosamente e reconhecidamente baixos, estão a pagar com muita dificuldade ,particularmente, através da inflação e da perda de direitos, que na prática já não tinham. A chamada classe média baixa, com vencimentos até 1350,00 E, já é suficientemente atingida pelas várias medidas de austeridade, tendo em conta a sua pequena responsabilidade na crise, e compreende-se que proteste, ainda que deva ter em consideração como está o mundo globalizado e, como consequência, pensar que os anteriores vencimentos e salários, não voltarão.

 Quanto à classe média alta, mundo das finanças, empresarial, patronal e os ricos em geral, quando constataram que o Memorando também os ia atingir, reagiram à sua maneira e com o poder que tem. É relevante, que tenha aumentado a corrupção, a fuga aos impostos, o aumento da economia paralela, a critica cerrada da comunicação social à Troika, particularmente das televisões e dos seus comentadores de serviço. Paralelamente são feitos apelos ao derrube do governo por ex governantes e  por Mário Soares, aumenta a instabilidade política interna no PSD, PP e no PS, neste último caso, agravado pela sabotagem à liderança de A J Seguro. Tudo é premeditado, organizado e dirigido pelo "Quartel General" dos interesses instalados, que cativaram o Estado e todos os partidos democráticos ,para sabotar a implementação do Memorando e a aprovação do OGE, para  não serem obrigados a pagar uma pequena parte, dos grandes benefícios que obtiveram à custa do Estado, isto é, da maioria dos portugueses.

O que  esta orquestração, desinformação, chantagem e pressão está a pretender atingir, é que seja renegociada a dívida, aumentado os prazos de pagamento, sejam suspendidas as medidas de reestruturação do aparelho do Estado, não se extinga municípios e não haja o aumento dos impostos previstos no OGE. Agora, que os cortes nos salários no mundo do trabalho já estão concretizados, pela via do corte de direitos e regalias, pensam ser admissível haver novos investimentos privados,  algum desenvolvimento e criação de riqueza, susceptível de permitir o abatimento da dívida, sem que a classe média alta e os ricos paguem a crise, sem que as reformas acabem com fundações, institutos, câmaras municipais e empresas municipais, e os que estão instalados se mantenham nos seus lugares ,altamente remunerados e, simultâneamente, a trabalharem nos seus gabinetes e a fazer negócios à conta do estado, à conta de todos nós.

 Não nos iludamos, a Troika não é o nosso inimigo, é o representante dos credores, que nos emprestaram o dinheiro para nos desenvolver-mos, mas que aplicamos mal e desbaratamos em festas. A luta política, a contestação, os protestos e manifestações, deve ser contra o "Quartel General" dos interesses instalado, e, simultaneamente,  em defesa da  Democracia e do Estado de Direito, Democrático e Social!

sábado, 29 de setembro de 2012

Grande Manifestação da CGTP, Ou Expressiva Derrota Dos Interesses Instalados De "Esquerda"?



Vi com atenção, a manifestação da CGTP, desde que os três canais da televisão começaram as reportagens. Prestei muita atenção, a muitas das declarações dos manifestantes, que foram entrevistados. Escutei o discurso, a cassete, do líder da Central do PCP, reflecti sobre o seu conteúdo e só pude concluir: a manifestação, constitui uma expressiva derrota, dos interesses instalados de "esquerda".

A manifestação, representou uma expressiva derrota na organização, porque apesar de ter mobilizado pessoas de outras zonas do país, através de 20000 delegados e 2000 dirigentes sindicais e transportados em mais de duas centenas de autocarros, apenas conseguiu reunir cerca de 100000 manifestantes na Praça do Comércio, enquanto no dia 15 de Setembro, terão participado meio milhão em Lisboa e, no conjunto das várias manifestações, um milhão de manifestantes, apenas convocados pelas redes sociais.

A manifestação, representou uma expressiva derrota política, porque apesar da comunicação social afirmar, que alguns dinamizadores das manifestações espontâneas anteriores, terem apelado à participação, e de Arménio Carlos, ter afirmado perante as câmaras da televisão, que a manifestação deixaria de ser da CGTP, para passar a ser de todos. Contudo, o que foi evidenciado, foram as participações de dirigentes sindicais de polícias, professores e militares, entre outros, assim como os dirigentes do PCP , do BE e, particularmente, de Carvalho da Silva, a tentar "vender" o seu congresso das alternativas, para voltar a ter protagonismo, do qual demonstra grande nostalgia. Finalmente, para demonstrar aos ingénuos, porque "a unidade" com CGTP/PCP não é possível, voltaram a cantar a Internacional...numa concentração que se pretendia "unitária", de todos.

Em síntese, o que hoje o PCP veio demonstrar, mais uma vez, através da CGTP, é que continua a ser impossível contar com eles, para fazer as reformas necessárias. Não aceitam qualquer reforma, todavia, vão "tolerando" que o mundo do trabalho fique sem direitos e os salários baixem, com as "suas gloriosas lutas e manifestações", que mais não servem do que tentar defender, por todos os meios, os seus quadros políticos e sindicais, alojados aparelho do Estado e nas autarquias locais, de braço dado com a "classe média" instalada, como era evidente na composição social da generalidade dos manifestantes e pelas declarações que fizeram. O "Quartel General" dos interesses instalados, também passa por estes senhores, apesar da sua retórica de esquerda e de serem trabalhadores...que há décadas não vão aos locais de trabalho.




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O "Quartel General" Dos Interesses Instalados Teme Que O Poder Caia Nas Ruas!




O "Quartel General" dos interesses instalados - Maçonarias, Opus Dei, Organizações secretas, discretas e afins - teme que o poder caia nas ruas. Nas ultimas semanas, através de várias entrevistas,  artigos de opinião e de comentários nas televisões, os poderosos do regime e os seus porta vozes, tudo fizeram, para enquadrar as ultimas manifestações de rua, dentro do actual sistema político e realçar o seu carácter pacífico. Usando um cinismo revoltante, expressaram compreensão com as dificuldades do povo, particularmente da classe média e, simultâneamente, assumiram a necessidade de algumas das medidas propostas pelo governo, serem alteradas. Todavia, nenhuma sugestão, tinha por objectivo atingir os interesses instalados.

Parece cada vez mais indiscutível, que a Troika, não ficou satisfeita com a situação encontrada, particularmente, com o atraso das reformas estruturais, que todos os lóbis lutam para impedir. A proposta escandalosa de alteração da TSU, teve a vantagem de agitar o mundo do trabalho do sector privado. Contudo, foram as medidas apresentadas pelo Ministro das Finanças, que incendiou o protesto generalizado pois, ainda que timidamente, propõe algumas reformas contra os interesses instalados, como é o caso da tributação de todo o património e a extinção de fundações ou a diminuição dos respectivos subsídios.

Tais factos, foram o suficiente para que o "Patriarca" do PS e alguns seguidores, e muitos comentadores, afirmassem que o acordo com a Trioka não devia ser cumprido, que o governo já não tinha condições para governar e que deveria ser substituído. Acto contínuo, logo os radicais e os saudosos do poder, pelo poder, do PS,  afirmaram que o partido se devia preparar para governar, enquanto outros, mais "famintos", queriam o poder já, que o partido estava preparado. Naturalmente,  tais opiniões e atitudes, foram apoiadas pelo PCP e BE, ainda que, com alguma ambiguidade.

Certamente, por efeito de pressões e negociações, através do "Quartel General" dos interesses instalados, de um momento para o outro, passou-se da critica ao governo, por causa da TSU, para a condenação e defesa de substituição do governo, porque pretendia atingir os interesses instalados. Porem, os interesses instalados tem porta vozes autorizados e privilegiados. Logo que o "insuspeito grau 33 do  GOL", assumiu, que o actual governo tem condições para governar, a contestação acabou, e passou a depositar-se todas as esperanças na reunião do Concelho de Estado, que necessariamente haveria de ultimar, ou apenas aprovar, a nova partilha do poder feita discretamente.

Como todos sabemos, na vida das pessoas e na actividade das organizações, acontecem situações imprevistas, por vezes dramáticas, quando não se quer ter em conta a realidade dos factos. Na manifestação do dia 15 de Setembro, já tinha sido perceptível, que muitas pessoas não se limitavam a criticar e condenar apenas a Troika e o Governo. Gritavam também contra a corrupção e contra os "gatunos", que exibiam em cartazes. Ao que parece, o poder não valorizou estas criticas e os partidos assobiaram para o lado.

 Contudo, a manifestação em frente ao Palácio de Belém, enquanto decorreu a reunião do Concelho de Estado, não deixou dúvidas quanto aos seus objectivos imediatos: criticar, condenar e apupar todos! Estava o Presidente e ex Presidentes da República, Primeiro Ministro, Ministro das Finanças,  Partidos Políticos Democráticos, Altas Personalidades como Conselheiros de Estado, ou seja, estavam os representantes do actual sistema político. Para que dúvidas não houvesse, vários manifestantes gritavam ainda contra todos os partidos, contra os sindicatos e contra os patrões.

O poder caiu na rua? Não! A contestação ao sistema caiu na rua? Sim! Ás manifestações constituíram factos relevantes para o futuro do país? Sim! A maciça participação das pessoas foi positiva ou negativa? As duas coisas. Positiva, porque revelou que muitas pessoas mais jovens acordaram para a contestação e, acima de tudo, demonstraram uma consciencialização de luta, não apenas contra o governo, mas contra todos os interesses instalados, ainda que mal identificados. Negativa, porque sendo um movimento inorgânico e, ainda, anti partidos, impede que formalize propostas concretas alternativas, que desenvolva actividade continuada e consistente,inclusive criando nova organização política e, finalmente, pode ser aproveitada por organizações ou partidos antidemocráticos.

O facto do Governo recuar na TSU, ainda que prepare medidas mais duras, o alerta que sofreram  os partidos e sindicatos, os volte face, que várias personalidades e comentadores estão a fazer, "defendendo" já algumas reformas, tudo se deve às grandes manifestações espontâneas. O "Quartel General" dos interesses instalados, particularmente as Maçonarias, começam a revelar algum nervosismo, à medida que lhe afectam os interesses e que os identificam, como os principais responsáveis, pela marginalização dos partidos, pela corrupção e pela impunidade reinante no país. Quando o povo se levanta...o mundo move-se... espero que seja na direcção justa, pois há nuvens negras no horizonte.

domingo, 9 de setembro de 2012

"GUERRA CONTRA O QUARTEL GENERAL" DOS INTERESSES INSTALADOS!



As medidas escandalosas, anunciadas pelo Primeiro Ministro, representam o fim das ilusões: o primitivo Memorando da Troika não se aplica aos interesses instalados, apesar de serem os principais responsáveis pela situação de "banca rota" a que o país chegou. Mais uma vez, o poder das organizações secretas, discretas e ocultas, como Maçonarias, Opus Dei e outras, conseguem resistir e impedir, que lhe cortem as benesses e regalias que tem no Estado, obrigando o mundo do trabalho a pagar a dívida que eles criaram.

O "Quartel General" dos interesses instalados, composto pela Maçonaria, Opus Dei e outras organizações secretas, discretas e ocultas, há muito tempo que capturaram o Estado, as Autarquias, os Partidos Políticos, os Sindicatos e outras organizações sociais. A Elite oculta serve-se, de todos estes organismos, para legislar e definir as políticas correspondentes aos seus interesses.

 Os partidos democráticos são organizações de fachada, com sedes fechadas, com "militantes excursionistas", onde nada de importante ou fundamental se discute e decide, apenas se aprova, porque as decisões importantes e decisivas para o país, são tomadas, previamente, pelas Lojas Maçónicas ou, e, pela Opus Dei, ou outras organizações semelhantes.

 Quanto aos sindicatos, mais não são que organizações de profissionais e ex profissionais, para a defesa dos seus interesses corporativos, onde os verdadeiros interesses do mundo do trabalho não estão representados nem são defendidos. Começaram por recusar qualquer reforma laboral, acabaram por aceitar, objectivamente, que o mundo do trabalho ficasse, na prática, sem direitos e regalias. Enquanto isso, a maioria dos dirigentes manteve-se nos lugares durante um quarto de século!

Após o anúncio das medidas pelo Governo, passei horas a ouvir e a ler reacções dos partidos, sindicatos e organizações patronais e, depois, as opiniões de comentadores, artigos de opinião e muitos comentários, em blogs. Para minha surpresa, a reacção mais dura e objectiva, foi protagonizada pelo José Gomes Ferreira da SIC. Afirmava e bem, porque não são aplicadas as reformas estruturais previstas no Memorando, mas apenas mais impostos ao mundo do trabalho e, mais grave ainda, ao mesmo tempo que o governo decide diminuir as contribuições das entidades patronais?

Todavia, quase todos os que criticam mais este aumento de impostos,  não defendem a aplicação das reformas previstas no memorando, como alternativa ao aumento da taxa social única. Outros,  com a cobertura e conivência da comunicação social,quando o Governo, timidamente, avançou com propostas de reforma das autarquias, das fundações, da RTP, dos hospitais, etc, logo avançaram com um mar de criticas e tentaram resistir de todas as formas possíveis.

Se tivermos em consideração o estudo do DN sobre a Maçonaria, os artigos da Revista Sábado, particularmente, sobre o último escândalo das  Secretas e, agora, a publicação da lista dos 1952 membros da Maçonaria do Grande Oriente Lusitano, datada de 2004, por isso incompleta, demonstrando que a Elite oculta está em todo o lado, será fácil de compreender as criticas de uns e a omissão de outros.

 A Elite oculta, tudo tem feito e ira continuar a fazer, para impedir reformas nos organismos do Estado que capturaram, onde estão instalados e tem as suas benesses. A Elite oculta, infiltrada em todos os partidos, que tudo dirige, tem conseguido que o capital financeiro e as grandes empresas, em vez de pagarem pelos crimes e erros, ainda sejam beneficiadas, para como contrapartida lhes assegurar lugares altamente remunerados. A Elite oculta, no Estado e nas empresas, tudo fez e rápido para baixar salários, cortar direitos adquiridos e aprovar leis, que acabaram com o direito do trabalho, ou seja, para eles, tudo é justo e legal contra o mundo do trabalho!

O Povo português e particularmente os trabalhadores, não podem continuar enganados e fazer da Troika, o inimigo principal. A Troika, está a defender os interesses dos credores, para pagamento da dívida que a Elite oculta fez, durante muitos anos, em nome do estado e das empresas. Os inimigos de portugal e dos trabalhadores portugueses, são os poderes ocultos que tudo controlam e dirigem e, por essa razão, devem ser denunciados e combatidos politicamente. É urgente, que o Povo Português saiba, de facto, quem o dirige. É indispensável, saber quem é quem nos organismos do estado, nos partidos e nos sindicatos, não para perseguir quem quer que seja, mas para sabermos em quem ou como votar.

Vivemos, ainda, em regime democrático, onde há liberdade de associação. Todas as associações devem ser legais e públicas, com excepção dos serviços secretos do Estado. Nada me move contra qualquer associação ou organização religiosa, maçónica, laica ou outra e os seus respectivos membros, desde que, a sua actividade, não seja secreta ou oculta. É minha convicção, que o desinteresse e mesmo hostilidade do povo, pelos partidos, está a atingir o limite da tolerância. Só o fim dos poderes ocultos, nos partidos democráticos, pode impedir a sua total marginalização, ou até, a sua extinção o que, necessariamente, prejudicará gravemente a democracia e o Estado Democrático

sábado, 9 de junho de 2012

Pão E Circo, Não Impediu A Queda De Roma!



Qualquer português, conhecedor da realidade social e consciente da situação política, económica e financeira, em que Portugal se encontra, não poderá deixar de ficar chocado com a quantidade de acontecimentos festivos.
 Foi a festa de Serralves, para as Elites. Paralelamente, foi montado uma mini cidade, para fazer mais um festival, do Rock in rio, que durante uma semana distraiu dezenas de milhares de adolescentes, alimentou o saudosismo duma juventude passada, que teve quase tudo o que quis, recorrendo ao crédito sem pensar nas responsabilidades futuras. Segundo li na imprensa, estiveram cerca de 350000 pessoas, nos vários dias  em que a festa durou. Quanto às taxas devidas... não foram exigidas pelo município.

Simultâneamente, segundo uma reportagem que vi na SIC, realizou-se outro festival no Porto e, segundo afirmações de jovens adultos que estavam na festa, esta teria sido prejudicada, por ter sido organizada no mesmo período de tempo do Rock in rio e, ainda, teria impedido que se deslocassem, para um festival em Barcelona! Como, normalmente, as pessoas de poucos recursos não vão a estes festivais e é afirmado que a classe média está em crise, pergunto: será que foram os desempregados? Não dá para entender...

Bom, mas antes disto, aconteceram as festas de Fátima. Reportagens umas atrás das outras, apelos  ao povo, para participar na "maior manifestação de fé". As mais variadas organizações, ligadas à igreja,  e também muitas corporações de bombeiros, quase concorreram para ver quem dava mais apoio, ao mesmo tempo que, vinham afirmando, uns, que não tinham meios para acorrer a todos os pobres, outros, que não tem dinheiro para gasóleo quando ocorrem fogos!

Ainda o povo, os adolescentes e jovens e as elites, não tinham fruído todo o prazer das festas e recuperado das "ressacas", quando foi declarado a "maior festa nacional", o futebol. Tudo serve, para se falar da equipa de futebol nacional e dos seus jogadores. Porém, quando alguém abordou o escândalo do pagamento do hotel, que a selecção vai pagar, comparativamente com outros países, e a ostentação provocatória dos carros dos jogadores da selecção, logo trataram de desvalorizar esses factos. Só o desejo, de "lavar o cérebro" aos portugueses, pode justificar o que se passa nas televisões , particularmente, nos canais que era suposto dar informação objectiva e de qualidade. É escandaloso!

Para que nada falte, na alimentação do orgulho de ser português, começaram as comemorações do "dia da raça", depois de se ter atirado para o caixote de lixo da História, a comemoração da Independência Nacional e da implantação da República, factos que nos devíamos continuar a orgulhar.
 Como vão faltando "elefantes brancos" para inaugurar, onde se gastou o dinheiro que a Europa nos tinha entregue para nos desenvolvermos, o Presidente da República, com o "digno contributo" do Presidente da Câmara, decidiu inaugurar, o restaurado Bairro da Mouraria.
Assim, para iniciar as comemorações do "dia da raça" e apanhar um "banho" de multidão, agora que a sua popularidade anda pelas "ruas da amargura", escolheu um bairro popular e... foi homenagear o fado, a "canção nacional"!!! Continuam os Fs do nosso subdesenvolvimento!

Grande país, que excelente Elite...em menos de quarenta anos, fomos resgatados, três vezes, pelo FMI. A desigualdade social aumentou, proporcionalmente aos fundos recebidos. A corrupção, e a imunidade dos poderosos, perante a justiça, alastram como ervas daninhas. Os trabalhadores, tiveram que voltar a emigrar para sobreviver. Tudo isto, porque os fundos comunitários, que deveriam ter permitido o desenvolvimento cientifico, tecnológico, industrial, económico e social serviram, em grande medida, para esbanjar em festas, ostentações e homenagens, para restabelecer o poder das "grandes famílias",  a restauração dos monumentos da Igreja, gerar novos ricos e poderosos, muitos dos quais através da corrupção, à custa dos direitos do mundo do trabalho, hoje inferiores aos que tinham em 1974! 

Quem tiver interesse, em acompanhar o que se vai fazendo pelo país, nas autarquias, constata que há quase sempre festas. Os pretextos são os mais variados, desde que sirvam para tentar manter, ou cativar, novos eleitores. Algumas vezes, as "grandes obras" inauguradas, servem apenas para realçar "o culto da personalidade" do Presidente de Câmara, os quais, se julgam os novos "Príncipes", neste reino de miséria de ideias, projectos válidos e falta de responsabilidade.

 No concelho onde resido, nos últimos tempos, é raro o dia onde não há acontecimentos festivos, ou, culturais. Aos fins de semana, são tantos ou tão poucos, que para terem assistência aceitável, muitos  dos "habituais espectadores" visitam vários locais para, através dos telemóveis, registarem no Facebook a sua participação nos eventos. 

Se tivermos em atenção, quanto tempo vai durar o tempo de futebol, do Euro 2012. Se pensarmos, que o período das festas dos "Santos populares", vão começar por todo o país. A época dos touros, não tarda. As Romarias, começam em Agosto e as rivalidades, entre freguesias, gera fanatismo e grandes participações populares. Os festivais de Rock, normalmente, ocupam todo o verão dos jovens e adolescentes. Finalmente...temos as férias! O Circo continua bem organizado, o povo está sereno,ocupado...não vai pensar no que lhe poderá acontecer e, muito menos, no futuro de Portugal. 

Dirá, certamente, algum leitor amigo: mas que razão assiste ao Bexiga Lopes, para criticar os acontecimentos festivos e as pessoas que neles participam? Não vivemos em Democracia? As festas não são realizadas pela "sociedade civil"? Pois... mas a democracia está cada vez mais formal e, quanto à sociedade civil, não existe! São os fundos comunitários e os nossos impostos, que andam a pagar este autêntico desvario festivo! 

Ainda as reformas estruturais, impostas pela Troika, nem vão a meio, nos cortes de subsídios, já uma Associação Empresarial entregou a sua "expo". Outras, querem agora fundir-se, para se aguentarem, quando sempre cultivaram a divisão...do bolo. Muitas associações, ditas de apoio social, fecham porque não há dinheiro para quadros. Os bombeiros, estão em situação critica, porque acabou o monopólio de transporte de "doentes". Os jovens"empreendedores" de festas, festivais e "cultura",morreram na praia, quando os subsídios diminuíram ou acabaram,etc, etc,etc. Andava tudo chupando na teta...do Estado, no NOSSO ESTADO!

Todavia, o pão,começa a faltar para muita gente e, nós, não produzimos o suficiente para nos alimentar.  Será, que os verdadeiros detentores do poder, ainda não  compreenderam que atingimos o limite, e que, é preciso optar? Ou terá que haver menos circo e mais pão, ou, distribuir a pouca riqueza produzida, de forma a diminuir as desigualdades, ou...esperar pela "Queda de Roma"!





terça-feira, 29 de maio de 2012

Como A Ingenuidade (?) Política...Pode Ser Gratificante!



A ingenuidade (?) política, que o Prof. Sobrinho Simões assume, parece desconcertante e torna-se gratificante. Fazendo parte de um grupo de intelectuais, que regularmente falam no programa "contra corrente" referiu, que o alertaram, que estaria entre tubarões. Todavia, nos programas que tenho visto,  tem sido o principal protagonista, na análise dos problemas com que os portugueses  debatem actualmente.

Em comentário anterior, já tive oportunidade de realçar a sua frontalidade, na crítica que fez ao sistema de ensino académico, afirmando que o sistema se transformou num negócio e que a maioria das Licenciaturas, não tinham qualquer valor cientifico. Hoje, o tema da discussão apresentado pela Ana Lourenço, entre Sobrinho Simões e António Vitorino, foi o caso das secretas.

Quem conhece, minimamente, a actividade política portuguesa reconhece, que António Vitorino, é um dos políticos mais influentes e que conhece, quase tudo, o que o cidadão normal não sabe nem sonha. Como Comissário Europeu, supervisionou os serviços de segurança, pelo qual foi elogiado. No Governo Português, fez parte do grupo restrito. Foi membro do Tribunal Constitucional. É identificado, publicamente, como pertencendo à Maçonaria, ao GOL.

Foi perante este interlocutor , altamente responsável e informado, que Sobrinho Simões desferiu uma critica, demolidora, aos responsáveis pela situação politica e a crise dos partidos, atribuindo a principal responsabilidade aos serviços e sociedades secretas, às maçonarias e aos interesses instalados! Não sei se é "ingénuo"político, como se afirma mas, foi gratificante, ver a atitude frontal de um cidadão responsável e muito respeitado. Também foi...hilariante constatar que, António Vitorino, ficou transtornado e com a cara vermelha, que parecia um pimentão, sem ousar contraditar o seu interlocutor!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Reorganização Administrativa, Autarcas Defendem...Suas "Quintas" E Seus Lugares!




A sessão pública,sobre a Reorganização Administrativa, realizada da Sociedade Euterpe Alhandrense, evendiciou o que tenho escrito e afirmado em debates: os actuais autarcas, não querem esta reforma administrativa, nem qualquer outra, que diminua o número de municípios ou de freguesias. Os interesses do povo, que dizem representar e defender, é apenas um pretexto para tentar justificar os interesses instalados e entrelaçados entre os eleitos, familiares e amigos e as empresas que se servem da generalidade das autarquias, como tem sido denunciado por vários autores.

Voltando à sessão. Começou cerca das 22h, ou seja, atrasada meia hora. Depois, começaram as intermináveis intervenções, dos muitos convidados, até às 23.15h. Entretanto, face ao adiantado da hora, algumas das pessoas presentes começaram a abandonar o salão. Porém, apesar de terem repetido, que estavam ali para ouvir as pessoas, mal terminou as intervenções dos membros das mesas, logo começaram outras longas intervenções, dos autarcas que estavam presentes no salão.

Naturalmente, perante os contínuos discursos de propaganda e de repúdio da reforma, as poucas pessoas presentes, que não eram autarcas ou ex autarcas, acabaram por ir saindo,  sem ter podido intervir, até às 23.45h. Como tive oportunidade de afirmar a seguir, relativamente irritado, estivemos perante uma sessão de propaganda, de defesa dos interesses instalados, e não de um debate de esclarecimento para as pessoas, como se tinha proposto fazer. Quando será, que estes "senhores iluminados" respeitam o Povo, e compreendem, que o cidadão comum, não está disposto a esperar até cerca da meia noite, para eventualmente poder intervir?

Quanto ao conteúdo das intervenções, ainda que convergentes na recusa da Reforma Administrativa, assumiram contornos diferenciados. A Plataforma e os outros intervenientes do PCP, como era de esperar, assumiram uma atitude de condenação da reforma, da Troika e do Governo. Para eles, tudo está bem como está. Não há Freguesias nem Municípios a mais. Na sua opinião, os Autarcas em nada contribuíram para o deficit das contas públicas. A Reforma Administrativa, é apenas mais um ataque ao poder autárquico, ao 25 de Abril e à Constituição. A crise, em que vive a Europa, é apenas uma crise do capitalismo e o Memorando da Troika um acordo de traição nacional. Em resumo, nada de novo, excepto...o facto de terem recebido o aplauso dos autarcas socialistas!

Da intervenção do Presidente da Anafre, só se pode dar realce à sua demagogia. A forma como apresentou os gráficos e os quadros comparativos, sem se referir ao que antes o Governo tinha apresentado, no Livro Verde, demonstrou que vale tudo para tentar encontrar argumentos, contra qualquer reforma. Interessante, foi o facto de passar a sessão, sem se pronunciar contra a Lei, por esta não contemplar, também, a extinção de municípios apesar de, reiteradamente, ter afirmado que é nas freguesias que o "investimento", os gastos, tem maior retorno e onde existe maior ligação e preocupação com as populações.

 Quanto à ajuda na propaganda,que ele esperava do Professor Universitário, foi uma grande desilusão. Para além de ter tido uma longa intervenção, a falar de muita coisa que nada tinha a ver com a Lei sobre a Reforma Administrativa, acabou por tirar uma conclusão que, objectivamente, contrariava os "objectivos da Anafre.Os Autarcas, tem reiteradamente afirmado, que são pela reforma, mas não por esta, porque não é decidida pelas populações. A conclusão, que o Professor evidenciou, é que as únicas reformas feitas nas autarquias, foram sempre concretizadas em regimes ditatoriais, ou revolucionários os contra revolucionários, ou seja, os interesses instalados, nunca aceitaram reformas a não ser pela força. Estamos exactamente na mesma situação, Portugal perdeu a autonomia, vivemos em Estado de Excepção, a Troika manda e vamos ter reforma, ainda que incompleta.

Finalmente, quanto às intervenções dos Autarcas Socialistas, voltaram a demonstrar que a estratégia...é não ter qualquer orientação definida. Como não está em questão o Município, a Presidente da Câmara, o Presidente da Assembleia e o representante do Sobralinho, ainda que criticando a necessidade da reforma, para o qual, fizeram aprovar Moções, nas Assembleias de Freguesia e na Assembleia Municipal e terem aplaudido as intervenções contra o Governo e a Troika, acabaram por apelar para que, agora, se faça a discussão sobre a integração ou extinção de freguesias, tendo em conta, que a lei já foi promulgada pelo Presidente da República.

 Estávamos em Alhandra mas, apesar da crítica que fiz, não foi assumido pelos autarcas presentes, qual a posição que vão defender, para que a nossa freguesia não seja anexada. Alhandra, São João dos Montes e o Sobralinho, podem e devem constituir uma grande Autarquia. Todavia, como a Freguesia de São João dos Montes, não está em risco de extinção, será preciso discutir, politicamente com eles, para os persuadir, que tem mais a ganhar,do que a perder, com a integração numa nova Autarquia.